Mais: tipografia dos títulos, o problema
Um novo projeto gráfico é oportunidade para solucionar problemas. É a funcionalidade mais uma vez ditando o rumo. Acredito que a estética deva sempre seguir a função. Do contrário nasceria um projeto doente, ficaríamos na superficialidade e no subjetivismo. Provavelmente, as mudanças não durariam muito tempo.
Os títulos do antigo projeto tinham um sério problema. Perdiam força a cada dia. Mas isso é algo que nasceu há algum tempo.
Histórico
A reforma gráfica de 1996 dizia que o tipo dos títulos do jornal seria a FolhaSerif Semibold em corpo 66.
No final da década de 90, com a alteração do formato da largura dos jornais brasileiros (vejam o post Mais: tipografia do texto) foi necessário diminuir o corpo dos títulos e a semibold ficou fraca. No projeto de 2000, os títulos, então, passaram para FolhaSerif Bold, corpo 62.
Mas na prática, a redação praticava um corpo médio de 56 pontos. Tem duas possíveis explicações para isso: ou era o vício que a maioria dos redatores tinham de reduzir o tamanho do corpo para caber no espaço em vez de refazer, ou seja, indisciplina, ou porque era realmente difícil de redigir bons títulos nos parâmetros usados. Prefiro acreditar na segunda hipótese.
Com isso, perdeu-se a hierarquia entre as matérias e assim todos os abres de páginas enfraqueceram na importância.
2005, novo projeto
Com o dever de corrigir a hierarquia das páginas precisávamos devolver aos títulos principais a força e a importância perdidas, e estudar uma maneira de ganhar alguns toques para que o vício não sobrevivesse após a implantação.
Havia duas primeiras possibilidades: voltar ao semi-66 ou partir do bold para o superbold. > continua
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